Bali / Indonésia

BALI




Principal e mais famosa ilha da Indonésia, Bali é um destino que certamente não irá decepcionar ninguém, especialmente àqueles que buscam suas ondas mundialmente famosas. Sabendo escolher o lugar para ficar em Bali, com certeza é uma opção até para passar uma lua de mel.

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Famoso, também, é o trânsito caótico de Bali. São milhares de scooters e carros nas ruas estreitas e sem sinais de Bali. Por isso, planejei meus 30 dias, ficando de 3 a 10 dias em cada região, de acordo com os meus interesses, para não perder muito tempo me locomovendo.

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Uma das principais ruas de Kuta.

 

Kuta

Meu primeiro destino na ilha do Deuses, foi Kuta. Uma região perto do aeroporto internacional, que é famosa pela vida noturna e pelas ruas com diversas lojinhas. Hospedei-me no Grand Inna Kuta, um hotel excelente de frente para a praia de Kuta.

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Praia de Kuta.

 

Algumas pessoas podem ficar estressadas com o passar dos dias em Kuta. Os moradores são muito insistentes, oferecendo aos turistas desde scooters até cogumelos. Não se esqueça que você pode ter sérios problemas por portar drogas em Bali. Todo cuidado é pouco, especialmente em Kuta.

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Piscina de frente para a praia, no hotel em que fiquei.

 

Numa curta caminhada de 10 minutos, você pode ser parado umas cinco vezes, sem exagero. O ideal é relaxar e até conversar com eles um tempo; eles gostam de saber de onde você é, onde está hospedado e até quando irá ficar em Kuta. Depois de uma curta conversa, eles ficam mais amigáveis e não se incomodarão se você não comprar nada com eles.

Surf em Kuta

Pra quem surfa, a praia de Kuta possui alguns beach breaks, com ondas curtas e rápidas. Alternativamente, no início da praia, é possível pegar um barco (por 5.000 rúpias, ida e volta) para as ondas de Airport’s Left e Airport’s Right. São ondas constantes em Bali, com boa formação e fundo de coral, mas sempre menores do que outros picos como Uluwatu e Canggu.

 

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Do aeroporto, é possível ver as ondas de Aiport’s Left e Right.

 

As principais ruas de Kuta são a JL. Legian, onde está a mais famosa boate – Sky Garden,  a JL. Popies I e a Popies II, estas com diversas lojinhas e lugares para comer. Vejam no mapa abaixo:

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Fazendo fronteira ao norte de Kuta, estão as regiões de Legian e Seminyak. Os dois lugares também têm bastante trânsito, porém, com butiques e spas sofisticados e alguns  beach clubs famosos. Se deseja ficar num lugar um pouco mais calmo, escolha Seminyak.

 

Canggu

Canggu fica a uma hora de carro ao norte de Kuta. Uma região que vem crescendo e a cada temporada que passa, mais turistas visitam a região. É uma região mais calma do que Kuta, sem boates e sem vendedores chatos. Realmente, é bem mais vazio do que Kuta.

Pode ficar no Hotel Ecosfera, com um preço justo se fizer a reserva com alguma antecedência. Fica a uns 5 minutos da praia de Echo Beach.

Com beach breaks e  alguns fundos de pedra, Echo Beach e Pererenan Beach podem lhe fornecer clássicos dias de surf. O mar lá segura bem até uns 8 pés, variando de acordo com a maré, que muda bastante em Bali. Acima de 6 pés a correnteza fica bem forte.

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Echo Beach.

Pererenan tem uma direita longa que quebra bonito na maré cheia sobre um fundo de pedra, mas com um crowd constante. Já na direção sul da praia (indo para a esquerda), há um beach break com esquerdas e direitas que ficam melhor na maré seca.

Echo Beach (mais para a esquerda, olhando para a praia) tem uma esquerda boa sobre um fundo de areia. Se você é iniciante ou quer aprender a surfar, continue andando na direção sul, que, em frente à rua seguinte, as ondas são mais cheias e menores. Tem um cara alugando pranchas lá.

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Pererenan.

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Echo Beach.

Os hotéis em Canggu são um pouco mais baratos do que em Kuta e Uluwatu. Tudo acontece nas duas ruas paralelas que dão direto na praia. Uma em Pererenan e a outra em Echo Beach. Há diversos restaurantes e bares, mas o mais famoso é o “Old Mans”.

Além das maravilhosas praias, também é possível ver alguns campos de arroz pelas redondezas:

Campo de arroz em Canggu.

Campo de arroz em Canggu.

O Templo de Tanah Lot é parada imperdível em Bali, a 30 minutos, saindo de Canggu, de scooter você chega ao templo que fica na beira do mar.

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Tanah Lot Temple.

 

Ubud

Depois de dez dias de surf em Canggu, aluguei um carro e fui passar dois dias na região central de Bali – Ubud. Famosa região em que a maior parte do filme “Comer, Rezar e Amar” foi filmado. Li em muitos blogs que é lá que você realmente vive a cultura balinesa, mas eu percebi bem a cultura de Bali em todos os lugares que passei. Inclusive em Kuta, que possui dezenas de templos espalhados pelas ruelas.

Em Ubud os hotéis são ainda mais baratos que Canggu. Fiquei num hotel chamado “Green Field Hotel and Restaurant” que mais parecia um resort, com um quarto gigante e duas piscinas incríveis. Se quiser fazer aulas de Yoga. lá é o lugar certo! Ótimos estúdios e, ainda, com bons preços.

Ademais, Ubud é famoso pelas trilhas com inúmeros campos de arroz. Na verdade, em Bali é possível ver plantações de arroz em vários lugares, mas é em Ubud que essas plantações ficam muito perto uma das outras, proporcionando vistas incríveis. Basta perguntar no Hotel em que você ficar o lugar que começam as duas trilhas, é bem fácil de achar. Uma demora uma 3 horas e a mais longa, umas 6 horas.

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Campo de arroz em Ubud.

 

A meia hora de carro de Ubud está a cachoeiraTegenungan“. Basta colocar no Google Maps e ir sem  medo porque vale muito a pena. Foi uma das mais belas cachoeiras que já visitei. A força da água é tão grande que é muito difícil chegar bem no centro da queda d’água.

Cachoeira.

Cachoeira.

Não deixe de ir ao restaurante “Café Lotus“, aberto desde 1983. Fica numa das ruas principais de Ubud – muito fácil achar. Do lado tem um “Starbucks” . Dentro do espaço, há dois lagos com as flores que dão nome ao Café e um Templo muito bonito. Neste restaurante, às sextas-feiras, é possível assistir a um show com a famosa dança balinesa, que, se eu não me engano, começa às 19:00 hs. Vários restaurantes e Hotéis em Bali oferecem o mesmo show.

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Cefe Lotus.

 

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Cafe Lotus.

Outra parada imperdível em Ubud é a “Monkey Forest“. Mas tomem cuidado com seus pertences; pois, eu vi alguns macacos, pegando óculos, abrindo mochilas e enfiando a mão nos bolsos dos turistas. É muito engraçado!

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Monkey Forest.

 

Uluwatu

É na Península de Bukit (sul de Bali) que estão as mais famosas praias de Bali. Uluwatu mais ao sul, é o pico de surf mais consistente; nos 12 dias que passei em Uluwatu, não vi nenhum dia flat, sempre tinha, pelo menos, 3 pés de onda, mas a maioria dos dias tinha de 5 a 7 pés.

A partir de 8 pés, é preciso estar com a remada em dia porque a correnteza fica bem forte. Para sair do mar na maré cheia a partir de 8 pés, é preciso pegar uma onda ou uma espuma até bem perto da caverna, senão não vai conseguir entrar na caverna, tendo que remar de volta pro pico por mais uns 15 minutos. Outra opção se perder a entrada da caverna, que foi o meu caso, é remar até a próxima praia.

Em Uluwatu, fiquei em dois hotéis: um mais simples chamado “Ashana Hotel” e o “The Sapphire Cliff Villa Uluwatu”, um hotel mais caro que fica a uns 15 minutos a pé da praia de Uluwatu. O Ashana é razoável e o The Sapphire é excelente, como já dizia o ditado: você recebe pelo que paga.

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Vista de cima do cliff, em Uluwatu, na maré seca.

 

Uluwatu na maré seca.

Uluwatu na maré seca. Na maré cheia a areia desaparece.

 

Mais ao norte está a tubular Padang Padang, que só começa a quebrar quando Uluwatu está maior que 6 pés. É preciso pagar uma certa quantia para entrar na praia. Acho que são 5 mil rúpias, se não me engano. Na maré seca, as esquerdas quebram na rasa bancada de corais afiados, formando ondas tubulares e perigosas.

Continuando, ao norte, o próximo pico de surf é Impossibles, uma onda parecida com sua vizinha, ao norte – Bingin. Todas com fundo de coral, estas ondas são esquerdas que na maré mais seca podem render tubos, quando as condições estão favoráveis e quando Uluwatu fica com ondas a partir de 6 pés.

Dreamland é a próxima praia, um beach break que serve para os iniciantes aprenderem ou evoluirem no surf. Só fui uma vez nessa praia para conhecer e estava praticamente flat. Enquanto que Uluwatu estava com uns 4 pés de onda.

Depois de Dreamland, vem outra praia com fundo de coral – Balangan Beach. Como Bingin e Uluwatu, também é preciso descer degraus para chegar até a praia.

 

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Dropando em Uluwatu.

 

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Surfando em Uluwatu.

Na praia de Uluwatu, alguns locais ficam tirando fotos para vendê-las nas lojinhas que ficam na descida para a praia. Se conseguir pegar as melhores e maiores ondas do dia, com certeza você irá achar suas fotos nos computadores das lojinhas.

Todos os dias eu separava minhas fotos em uma “pasta”no computador, para negociar o preço, já que iria comprar várias fotos no último dia de viagem. É claro que no primeiro dia não consegui me segurar e comprei uma foto avulsa, mesmo pagando mais caro. Rssssss.

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Pôr do sol em Uluwatu, no “Single Fins” – o bar mais famoso em Uluwatu ( tem noitada todo domingo).

 

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Padang Padang.

 

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Padang Padang.

 

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Bingin Beach.

Um programa imperdível enquanto estiver em Uluwatu é a visita ao Templo. Basta colocar no google maps, que em 10 minutos chegará lá, de scooter. Ahh, por falar nisso, em qualquer Hotel em Uluwatu é possível alugar uma scooter por mais ou menos 60 mil rúpias. Eu não aconselho alugar uma em Kuta, o trânsito é muito estressante.

O templo fica bem na ponta do cliff, mas há muros por vários metros nos arredores do morro. No fim da tarde, há um show com a dança balinesa, mas é preciso pagar a entrada. Acho que são 100 mil rúpias.

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Uluwatu Temple.

 

Comida

Existem restaurantes de todos os tipos de comida em Bali. Até McDonald’s você encontra lá. Os restaurantes de comida balinesa são, geralmente, os mais simples e são chamados de “Warung”. Como já era esperado, o arroz sempre vem para acompanhar e aliviar um pouco a comida apimentada de Bali:

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Refeição em um Warung.

Nos lugares que servem café da manhã, você irá encontrar opções de tigelas com cereais, frutas e yogurt. Prove alguma que tenha a famosa “Dragon Fruit”- uma fruta muito cultivada na região, que é nativa do México.

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Se vale a pena conhecer Bali? Basta dizer que no penúltimo dia eu já estava bem triste, desolado,  abatido e deprimido (rssssssss) por deixar aquela Ilha com ondas todos os  dias . De fato, já está de novo no topo da minha lista de próximas viagens.

Fotos e texto: Leonardo 

 

 

Informações:

  • 1 dólar = 13.105 rúpias
  • baixe o aplicativo de táxi “Blue Bird”
  • levar repelente
  • levar protetor porque lá é caro
  • pode deixar para comprar quilhas e demais equipamentos de surf lá, é mais barato do que aqui, com exceção das pranchas
  • táxi de kuta a Uluwatu: umas 300 mil rúpias + ou -, é negociável
  • nas lojinhas de Kuta a barganha é esperada, jogue o preço lá embaixo
  • temporada de ondas na costa oeste: abril a outubro