Tóquio e arredores

TÓQUIO




toquio

Chegada

Cheguei ao aeroporto de Haneda / Tóquio com receio de que fosse muito difícil conversar com alguém para obter as informações necessárias para ir até o meu hotel. Já havia lido em alguns blogs que, mesmo no aeroporto, era difícil entender o inglês dos japoneses.




Mas, felizmente, no balcão de informações pude conversar com uma japonesa que falava inglês perfeitamente. Ela me ensinou como pegar o ônibus que chegaria mais perto do meu hotel. Taxi em Tóquio é muito caro.

Roteiro em Tóquio

Ikebukuro

Ao acordar bem cedo, devido ao fuso horário, meu primeiro passeio foi pelas ruas de Ikebukuro, ao redor do Hotel. O choque cultural é grande, a começar pela mão invertida das ruas e o volante do lado esquerdo do carro, assim como em Londres. O bairro tem alguns cafés, casas de jogos eletrônicos, alguns restaurantes e a grande estação de metrô de Ikebukuro. Nada demais.

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Logo vai perceber que irá ter dificuldade para se comunicar no japão, olhando para as propagandas em banners e outdoors. Nada mesmo em inglês.

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Ueno Park

Em Tóquio, é muito comum ver pratos na vitrine, como na foto acima, com os preços de cada refeição. Infelizmente, em quase nenhuma há uma descrição em inglês do que seja a comida. Eu não experimentei comida nesse tipo de restaurante. Como estava na terra do sushi, sempre optava por um peixe cru.

Depois de passear por Ikebukuro, fui para o parque Ueno (Ueno Park), onde está localizado o Museu Nacional. Pela JR line, desça na estação de metrô “Okachimachi”. O parque é muito bonito, nem parece que está no meio de um dos maiores centros urbanos do mundo. É parada obrigatória.

Em nenhum lugar escutei tão alto o canto das cigarras. Não deixe de entrar no Museu Nacional. Estamos acostumados sempre com museus de culturas ocidentais e, por isso, vai ser uma experiência bem diferente.

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Ueno Park

 

 

Museu Nacional

Museu Nacional

 

2014-08-12 16.31.02 Ao sair do Museu, entrei em um 7eleven para experimentar a cerveja local. Essas da foto são as duas mais famosas do Japão (Asahi e Sapporo). São parecidas com as nossas mais populares, Skol, Antártica etc.

Mercado de Peixe

No dia seguinte, acordamos às 5 da matina para assistir ao leilão de atum no mercado de peixes mais famoso do mundo. Depois de algumas pesquisas em blogs e guias de viagem, entramos em um acordo de que seria um bom horário. Ledo engano. É preciso chegar lá às 3 da manhã, ou seja, é melhor nem dormir se quiser ver o leilão.

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Como o mercado de peixes fica em uma região onde não há metrô por perto, é preciso pegar um taxi. Se estiver em grupo, não irá tomar uma “facada” tão grande, já que pode dividir o valor com os demais. O lugar é meio afastado.

Mas também é parada obrigatória, mesmo que não consiga ver o leilão do atum. Comemos um sushi, no restaurante Sushizanmai,  em uma das ruelas em volta do mercado, que nunca mais vou esquecer na minha vida. Muito bom!

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Mercado de Peixe

 

 

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Restaurante

 

 

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Mercado de Peixe

 

 

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Cogumelos no mercado de peixes

 

Shibuya

À noite fomos ao bairro de Shibuya, um dos 23 bairros de Tóquio, no Japão. Foi marcado pela morte de Hachiko, em 8 de março de 1935 (aquele cachorro da raça Akita que esperava seu dono voltar do trabalho todos os dias na estação do metrô de Shibuya e, mesmo depois de sua morte, continuou esperando durante anos e anos…).

Desça na estação do mesmo nome do bairro e vá em direção à saída Hachiko, para ver a estátua do Akita mais famoso do mundo. Logo em frente à estação está o cruzamento mais movimentado do mundo, com um movimento diário de umas 3 milhões de pessoas. Fica tão movimentado assim porque é um encontro de cinco ruas.

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Suba no segundo andar do Starbucks do outro lado do cruzamento para ter uma outra visão do formigueiro de pessoas. No bairro também é possível encontrar vários restaurantes e casas noturnas. Não deixe de conhecer os bairros de Ginza e Shinjuku também.

 

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ARREDORES DE TÓQUIO

Kamakura

A apenas 50 km de Tóquio, está a pequena cidade de Kamakura, um lugar sagrado para os japoneses. Seus templos, santuários e monumentos, cercados por florestas, fazem da cidade um lugar encantado. É outra parada obrigatória para quem visita o Japão.

Lá está um dos mais famosos monumentos do Japão, o Grande Buda de Kamakura. Para chegar até ele, há 3 estações em Kamakura. Basta pegar a linha Yokosuka da JR (a linha de trens do Japão). Você pode saltar nas estações de Hase (a mais perto do Buda), de Kamakura e a de Kitakamakura (a mais distante).

Esta última estação foi a que escolhemos para saltar, pois há uma rua bem interessante, com diversos restaurantes e barracas com comidas típicas, até à trilha que leva a diversos templos e ao Grande Buda.

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Kamakura – no caminho da estação até a trilha.

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Clique aqui para ver o mapa da cidade de Kamakura. A linha vermelha mostra as trilhas que se pode fazer. Se tiver disposição para caminhadas, vale muito a pena fazer, pois encontrará um cenário de filme, com diversos santuários e templos no caminho até o Grande Buda (Daibutsu).


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No meio da trilha, não esperávamos uma casa de chá no meio da floresta. As opções de bebida e comida são poucas, mas vale a parada para recuperar as energias e relaxar no meio da mata.

 

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O Grande Buda de Kamakura

 

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casa de chá

 

 

Kofu e Lake Kawaguchi / Monte Fuji

Para ver o Monte Fuji, muitas pessoas hospedam-se em Hakone, uma cidade a duas horas de trem de Tóquio, que é conhecida por suas fontes termais de água quente e sulfurosa. A cidade abriga charmosos “ryokans” ( hotéis tradicionais japoneses), diversos museus e restaurantes. Outra opção é ficar em algum hotel perto de um dos 5 lagos que ficam nos arredores do Fuji-san.

Não consegui encontrar disponibilidade de quarto em Hakone, porque deixei para reservar em cima da hora. Então, achei um hotel chamado “Washington” (que por sinal, nenhum funcionário falava inglês, rsrsrss), na cidade de Kofu, a uns 4o minutos de ônibus do Lago Kawaguchi.

 

 

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Entrada do castelo de Kofu

 

Foi um pouco difícil para nos comunicar em Kofu, já que mesmo no Hotel ninguém falava inglês. É uma cidade muito pequena, mas com alguns templos e o Castelo de Kofu (uma construção numa colina, mas que não parece um castelo). Passeamos pela cidade no primeiro dia. No dia seguinte, fomos até ao lago Kawaguchi para ver o Monte Fuji de perto.

 

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Vista de cima do castelo de Kofu. Monte Fuji no fundo.

À noite Kofu é quase deserta. Tivemos alguma dificuldade para encontrar um bom restaurante.

Pegamos um ônibus em frente à estação de trem de Kofu para O Lago Kawaguchi. No ônibus, conhecemos um brasileiro que mora no Japão há muitos anos, que estava indo subir o Monte Fuji. Já na estação de ônibus da cidade, irá ver várias pessoas com mochilas e equipamentos para a subida.

 

 

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É uma região muito pacata e bonita, com um lago vasto e muitas montanhas. A caminhada da estação até o Lago dura cerca de 20 minutos. Quando chegar na beira do Lago, verá que a rua de frente para o Lago é cheia de lojas e restaurantes direcionados os turistas.

Também verá um bondinho que leva até o alto de um Monte, do qual poderá ver o Monte Fuji. Infelizmente o tempo estava nublado e só conseguimos ver a base do Monte, que, diga-se de passagem, é imensa.

 

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A base do Monte Fuji

 

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Início de uma das subidas do Monte Fuji

 

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Monte Fuji

 

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Nigatá

Minha última parada no Japão foi a cidade de Nigatá, que fica ao norte de Tóquio. Fomos lá porque é onde mora o japonês que fizemos amizade no Hotel  em Tóquio. Pegamos um “bullet train” (trem bala) de Tóquio para lá. Fomos muito bem recebidos por sua família, que nos ofereceu hospedagem e ótimas refeições japonesas.

 

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Restaurante na estação de trem de NIgatá – muito bom!!!

 

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Em Nigatá, fomos conhecer uma casa de banho pública (sentō). Muitos pais levam seus filhos, pois pensam que sem a nudez mútua, as crianças não irão socializar convenientemente. Essa casa que fomos não era de águas naturais, estas são chamadas de “onsen”.

Há casas de banho em todas as cidades no Japão, basta procurar no Google. Não deixe de se lavar nos espaços com chuveiros antes de entrar nas piscinas de águas quentes e frias, e leve uma toalha pequena.

 

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Trem bala para Nigatá

Essa foi minha rápida passagem de 7 dias no Japão. Como o tempo foi curto e ainda quis conhecer cidades nos arredores de Tóquio, eu não fui a todos os bairros de Tóquio e tampouco visitei todos os templos. E acho que nem é necessário ir a todos os templos.

Não fui ao templo Meiji em Tóquio, porém conheci diversos templos em Kamakura. Como tudo é muito diferente do que estamos acostumados a visitar aqui no ocidente, vai ter a impressão que todos os templos são muito parecidos. Visite outros blogs e compre um guia de viagem do Japão. Boa viagem!

Fotos e texto por Leonardo Carmo

 







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