Berlim

BERLIM




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Portão de Brandemburgo.

 

Documentada pela primeira vez no século XIII, Berlim foi sucessivamente a capital do Reino da Prússia (1701-1918), do Império Alemão(1871-1918), da República de Weimar (1919-1933) e do Terceiro Reich (1933-1945).

Após a Segunda Guerra Mundial, a cidade foi dividida; Berlim Oriental se tornou a capital da Alemanha Oriental, enquanto Berlim Ocidental se tornou um exclave da Alemanha Ocidental, cercada pelo muro de Berlim, entre os anos de 1961-1989, enquanto a cidade de Bona tornou-se a capital da Alemanha Ocidental.

Após a reunificação alemã em 1990, a cidade recuperou o seu estatuto, como a capital da República Federal da Alemanha, sediando 147 embaixadas estrangeiras.



Roteiro em Berlim

Fui a Berlim para ficar 5 dias, no verão (em agosto) e achei quente demais durante o dia. Não aconselho ninguém a ir no meio do verão pra lá. Ainda bem que no albergue em que fiquei tinha ventilador para alugar, senão não teria conseguido dormir. Não achei que fazia tanto calor assim na Alemanha.

O albergue ficava no centro de Berlim, bem perto da Ilha dos Museus. Aluguei uma bicicleta no próprio albergue e consegui ir para todos os lugares que queria conhecer, de bike.

Veja o mapa abaixo com todas as atrações descritas neste roteiro:

 

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Reichstag

Comecei o primeiro dia pelo Portão de Brandemburgo (Brandenburger Tor), o mais conhecido símbolo de Berlim que fica na Pariser Platz, rodeado por modernos edifícios de várias embaixadas.

A escultura de 6 metros acima do portão, foi criada por Johann Gottfried Schadow, em 1794, como símbolo da paz. Como modelo para a escultura, ele usou sua sobrinha, que mais tarde ficou famosa em toda Berlim.

Portão de Brandemburgo.

Portão de Brandemburgo.

 

Tiergarten

Depois do Portão, está o maior e mais popular parque de Berlim – o Tiergarten. Em volta do parque, erguem-se o Reichstag (sede do Parlamento) e a Schloss Bellevue (sede do presidente). O espaço é um ótimo lugar para passear e andar de bicicleta para apreciar o rio Spree, o lago Neuer See e o Zoológico da cidade.

 

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O gramado em frente ao Reichstag.

 

No meio do Tiergarten, ergue-se a Coluna Vitória (62 m) que foi construída para celebrar a vitória prussiana contra a Dinamarca na guerra de 1864. E após as vitórias sobre a Áustria, em 1866, e sobre a França, em 1871, a estrutura foi coroada com uma estátua da deusa Vitória.

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Coluna Vitória.

 

 

Ainda no Tiergarten, está o  Memorial de Guerra Soviético no Tiergarten, na Straße des 17. Juni. O monumento foi erguido em 1945, para lembrar os soldados do Exército Vermelho que tombaram na Segunda Guerra Mundial.

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Memorial Soviético

 

 

 

Alexanderplatz

Agora na Alexanderplatz, lá estão a igreja de Santa Maria de Berlim, a Fonte de Netuno e a Rotes Rathaus (sede da prefeitura de Berlim). Este foi construído entre 1861 e 1869, com projeto de Hermann Friedrich Waesemann, no local da antiga prefeitura.

O arquiteto se inspirou nos palácios do Renascimento italiano. O Palácio também é conhecido por “Prefeitura Vermelha”, em referência aos tijolos vermelhos da província de Brandemburgo usados na sua construção. Todos esses pontos turísticos ficam à sombra da enorme torre de TV de Berlim (Berliner Fernsehturm).

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A torre de TV.

A torre de TV.

A fonte e a igreja, ao fundo.

A fonte e a igreja, ao fundo.

 

 

 

Ilha dos Museus

Ilha dos Museus (Museumsinsel) é uma ilha no rio Spree, localizada no centro da cidade de Berlim. No passado localizava-se nesta ilha o grandioso Berliner Stadtschloss, demolido em 1950 pelo governo comunista da República Democrática Alemã, que o considerava uma recordação inaceitável do imperialismo.

A ilha recebe este nome por lá se encontrarem cinco museus:

Também se localizam na ilha:

 

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Alte Nationalgalerie.

 

 

O Altes Museum (Museu Antigo) foi a construção de que eu gostei mais. Em frente ao museu tem um enorme gramado onde as pessoas sentam para conversar, descansar e apreciar a atmosfera de paz presente no local.

É o maior e mais importante museu do mundo no campo da arte antiga da Grécia, Roma e Etrúria. O Altes Museum é uma das divisões da Coleção de Antigüidades Clássicas (Antikensammlung), expondo estatuária e arte em geral, e o Pergamon Museum é reservado para a seção de arquitetura antiga.

Autes Museum.

Altes Museum.

 

 

Bem perto do Altes Museum fica a Catedral de Berlim (Berliner Dom), outra magnífica construção. É uma catedral protestante que foi construída entre 1895 e 1905.

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Agora a parte mais emocionante de Berlim: as três localizações que ainda permanecem restos do Muro de Berlim.

Primeiro o Topography of Terror (Topographie des Terrors) – é um museu aberto e fechado localizado na rua Niederkirchnerstrasse,no lugar de prédios que durante o regime nazista de 1933 a 1945 foram quartéis generais da Gestapo e da SS.
O Muro de Berlim fica ao longo do sul da rua Niederkirchnerstrasse. O muro ali nunca foi demolido, aliás, a parte do Muro do lado da Topography of Terror é o maior segmento do Muro em Berlim.

 

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Topography of Terror.

 

O segundo lugar onde é possível ver o Muro é na East Side Gallery, uma galeria de arte ao ar livre situada em uma seção de 1.113 metros, no lado leste do antigo muro de Berlim, que foi preservado da demolição. Está localizado próximo ao centro de Berlim, na rua Mühlenstraße em Friedrichshain-Kreuzberg, ao longo das margens do rio Spree.
A galeria consiste de 105 pinturas de artistas de todo o mundo, iniciadas em 1990 no lado leste do muro de Berlim. A East Side Gallery foi fundada após a bem sucedida fusão de duas associações de artistas alemães: a VBK e a BBK. Os membros fundadores foram Bodo Sperling, Barbara Greul Aschanta, Jörg Kubitzki e David Monti.
É possivelmente que a galeria seja a maior e mais duradoura ao ar livre de todo o mundo e reune pinturas de Jürgen Grosse “INDIANO”, Dimitri Vrubel, Siegfrid Santoni, Bodo Sperling, Kasra Alavi, Kani Alavi, Jim Avignon, Thierry Noir, Ingeborg Blumenthal, Ignasi Blanch i Gisbert, Kim Prisu, Hervé Morlay VR e outros

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East Side Gallery.

 

O terceiro lugar é o Berlin Wall Memorial na Bernauer Strasse . As partes do muro que já foram derrubadas são completados com barras de ferro, o que é interessante para imaginarmos o que não se podia ver do outro lado.

Alguns totens mostram vídeos, fotos e áudios, com discursos incríveis de generais nazistas, durante à época da guerra.

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Berlim Wall Memorial.

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Berlim realmente é uma cidade incrivelmente emocionante de se visitar, e com certeza um dos pontos altos da visita é o Memorial dos Judeus Mortos na Europa, que fica perto da Academia de Artes e do Tiergarten.

 

Memorial do Holocausto

Também conhecido por Memorial do Holocausto (Holocaust-Mahnmal), foi projetado pelo arquiteto Peter Eisenman e engenheiros do Buro Happold. Consiste de uma área de 19.000 metros quadrados (4,7 acres) coberta com 2.711 blocos de concreto ou, parecendo com um campo ondulado de pedras.

Os blocos são de 2,38m (7,8′) de comprimento por 0,95m (3′ 1,5″) de largura e altura variada desde 0,2m até 4,8m (de 8″ a 15’9″). De acordo com o texto do projeto de Eisenman, os blocos são desenhados para produzir uma intranqüilidade, um clima de confusão e a escultura toda ajuda a representar um sistema supostamente ordenado e que perdeu o contato com a razão humana.

Uma cópia de 2005 de um panfleto turístico oficial inglês da Fundação para o Memorial, porém, afirma que o projeto representa uma aproximação radical ao conceito tradicional de um memorial, em parte porque Eisenman não usou nenhum simbolismo.

Um anexo subterrâneo “Local de Informação” (Ort der Information) guarda os nomes de todas as vítimas judias conhecidas do Holocausto, conseguidos através do museu israelense Yad Vashem.

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Memorial.

 

Bem perto do Memorial, na rua “Wilhelmstraße“, 77, tem um ótimo restaurante de comida típica alemã muito bom. Comi lá três vezes. O nome é
Alt-Berliner Wirtshaus.

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Restaurante.

 

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Enfim, Berlim é uma cidade incrível, magnífica, exemplar etc.  Assim como Munique,  vai ficar pra sempre na minha memória. Espero voltar logo para a Alemanha para visitar outras cidades, já que gostei demais das únicas duas cidades que conheci nesse país super desenvolvido.

 

Fotos e texto: Leonardo Carmo

 

 

 

 

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